Qual é o papel do patrimônio histórico? Assistimos à diversidade de movimentos que reinvidicam o tombamento de prédios antigos, igrejas e tudo que guarde algum vestígio de uma passado que justifique o que Anthony Giddens (1) chama de "a grande narrativa da história", uma narrativa linear, que defenda o conceito do desenvolvimento humano igual em qualquer parte do planeta.
O que o autor acredita é que esta narrativa é um mito, um tipo de verdade que pode ter funcionado em outros tempos, mas que foi definitivamente rompida com a chegada da Modernidade. Para ele, esta época é marcada pelo dispositivo do desencaixe. Duas maneiras de operação do desencaixe são as fichas simbólicas, como o dinheiro, por exemplo, e os sitemas peritos, que impregnam a vida cotidiana da pessoa comum de informações técnicas e científicas as quais ele não pode conferir por si mesmo a veracidade. Apesar de confiar no sistema de um avião, quantas pessoas podem conferir a segurança real deste equipamento?
O resultado disso é a dissociação entre espaço e tempo, uma característica intrínseca à Modernidade, que abre a porta para uma descontinuidade nunca rgistrada em outro tempo histórico. Desconfio que com a falta de refrentes que justifiquem a identidade a partir da "grande narrativa", que localiza os indivíduois no espaço e no tempo e forneceposições de sujeito estáveis, a reinvidicação de prédios e espaços antigos seja uma busca por um referencial que não possa ser transformado. É uma tentativa de recriar esta narrativa única, como um totem, que organiza a vida social do entorno.
Há quase duas semanas fiz uma reportagem sobre o assunto, mostrando a reivindicação dos moradores do bairro Bairú, em Juiz de Fora. Eles pedem o tombamento do castelinho que consideram o símbolo do bairro. Assista ao video:

(1) GIDDENS, Anthony. As Conseqüências da Modernidade. São Paulo: Editora da UNESP,. 1991
Oi povo! Depois de um longo e tenebroso inverno volto para divulgar um eventos para os interessados em televisão, hoje, em Juiz de Fora. A aula inaugural da pós-graduação em TV, Cinema e Mídias digitais da UFJF é aberta ao público, na Faculdade de Comunicação, no campus da UFJF. As informaçoes são da assessoria do curso:
A Especialização em TV, Cinema e Mídias Digitais convida todos (as) professores (as) e mestrandos (as) do PPGCOM da UFJF a participarem da aula inaugural da Turma 2010, no dia 16 de abril, próxima sexta-feira, às 19 horas, no Anfiteatro da Facom.
A aula será proferida pelo Professor Doutor Cícero Silva e terá como tema central "As redes e a mobilidade na produção de audiovisual". Cícero Silva é pesquisador e professor na área de arte e comunicação digital e também coordena o Grupo de Software Studies no Brasil. Atualmente é professor no Instituto de Artes e Design (IAD) e na pós-graduação stricto sensu em TV, Cinema e Mídias Digitais da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
O convidado é curador de arte digital do Fórum da Cultura Digital Brasileira do Ministério da Cultura e pesquisador associado ao Center for Research in Computing and the Arts (CRCA) na Universidade da Califórnia, San Diego (UCSD).
Acabei de ver um vídeo, no site Folha OnLine, em que um apresentador de um programa policial, em uma TV no Paraná, ameaça um estudante, ao vivo. O jovem havia escrito um texto que faz uma crítica ao trabalho dele. Mas parece que não foi bem aceito. A reação é de assustar. Não dá para copiar a URL do vídeo, mas vale a pena acessar o site e dar uma olhadinha. É só clicar:
Na semana passa nós mostramos no Jornal da Alterosa o caso de uma família separada pelo preconceito. Ivone foi criada longe dos pais porque eles eram portadores de hanseníase e foram internado na Colônia Padre Damião, em Ubá, Minas Gerais. Hoje ela vive junto com eles no local. Apesar da cura da doença, muita gente não saiu delá porque não teve condições financeiras, ou porque as sequelas causadas pela hanseníase não permitiram.
Os portadores da doença que foram afastados da sociedade já conseguiram uma indenização na Justiça e o direito de receber uma pensão vitalícia. Agora os filhos separados e criados em educandários também lutam por esta reparação. Nesse domingo o fantástico mostrou um caso bem parecido, revelando que famílias de todo o Brasil viveram a mesma situação.
Assista às duas reportagens do Jornal da Alterosa:



Assista à reportagem do Fantástico:
Oi pessoal! Uma semana sem postar nada depois do feriadão... Acabei de assistir à primeira matéria da série Mega Cidades, que começou a ser exibida nesse domingo, no Fantástico. O material é muito bom e dá margem a uma discussão bem bacana sobre identidade cultural e globalização. Algumas dificuldades são comuns em cidades tão diferentes e distantes como São Paulo e Istambul. Apesar disso, existe espaço para a diferença.
A globalização não é igual em todas as partes do globo, conforme nos ensina Stuart Hall (1), e tem sua pórpria "geometria de poder". Ou seja, apesar da pretensa homogeneização cultural, pregda pelos primeiros pensadores do fenômeno, o mundo não ficou igual. Somos todos consumidores, mas esta desigualdade deinclusão e de acesso mercantiliza a etnia e alteridade, com a valorização da cultura local, transformando a diferença em produto.
O resultado são as culturas híbridas, um novo tipo de identidade, produzido na modernidade tardia, ou pós-modrnidade, como preferem alguns. "Em toda parte, estão emergindo identidades culturais que não são fixas, mas que estão suspensas, em transição, entre diferentes posições; que retiram seus recursos, ao mesmo tempo, de diferentes tradições culturais; e que sõ o produto dessses complicados cruzamentos e misturas culturais que são cada vez mais comum num mundo mais globalizado."
(1) HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2000.
Assista à primeira reportagem da série:
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